Temas & Linhas de Investigação

Os temas e áreas de investigação expressam os problemas teóricos e objetos que são abordados nas pesquisas dos membros. Aqui apresentamos em linhas gerais os conteúdos desses problemas e objetos que estão sendo desenvolvidos nos trabalhos dos pesquisadores.  O NEP se propõe a estudar o poder e as formas de resistência a partir de duas grandes linhas de pesquisa : 1) Sociologia das Insurgencias; 2) Natureza, sociedade e território. Essas linhas visam exatamente permitir a percepção da multiplicidade de interseções e formas de objetivação do exercício do poder e das formas de resistência.

O Núcleo de Estudos do Poder (NEP) tem suas pesquisas fundamentadas em dois tipos de referências teóricas. No que denominamos de teoria geral estão agregados dois métodos de análise, a dialética serial e o materialismo sociológico (que conjuntamente conformam a abordagem coletivista em ciências sociais). Essa teoria possui os fundamentos epistemológicos da interpretação e explicação dos fenômenos sociais e históricos, com teses e conceitos sobre as relações natureza/sociedade, sobre a origem e funcionamento do Estado e sobre economia política.

O materialismo sociológico e a dialética serial tem basicamente duas teses gerais sobre o funcionamento do mundo natural e social: 1) todas as forças na natureza e sociedade humana são fundadas na dialética básica de ação e reação, o mesmo se dando na relação entre mundo social e mundo natural; 2) a economia é um sistema de contradições e a política é a dialética entre autoridade e liberdade. No plano da interpretação e explicação sociológica isso se traduz na tese de que a economia capitalista é centrada na expropriação, exploração e no desenvolvimento de suas próprias contradições; o Estado e a ideia econômica de Estado são baseadas na ideia de centralização e autoridade, e por isso, têm uma função estrutural de dominação, independentemente das formas de governo e regimes políticos. Por fim, o Estado e o Sistema Econômico só podem ser compreendidos na sua série de relações, na sua totalidade bem como nas suas contradições e instituições particulares. Essas premissas permitem que pensamos a realidade histórico-social de forma crítica, interpretando e explicando as condições de dominação e libertação. Esse método foi desenvolvido posteriormente por Georges Gurvitch com sua proposta de uma “dialética empírico-realista” que compõem também o método de análise.

 

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