Programação

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Programação

 

30/06

Abertura e Mesa 1 – 13h-16:30h

Crise do Capitalismo, insurgências mundiais e o Levante Popular no Brasil

Andrey Cordeiro Ferreira/UFRRJ

Palestra: “Junho de 2013 e seus enigmas: o levante dos marginalizados como dialética entre Estado x movimentos antiestatistas”

Wallace Moraes/UFRJ

Palestra: “A revolta do vinagre de 2013 no brasil e suas interpretações”

 

Videoconferência 1: 17h-18:30h

“A dialetica negativa de Bakunin”, Paul McLaughlin, University of Limerick (Irlanda)

 Mesa 2: 19h-21:30 h

Teoria Anarquista Clássica: Proudhon, Bakunin e os coletivistas na AIT

Selmo Nascimento/UFF-Colégio Pedro II Palestra: “Greve geral e insurreição: a contribuição anarquista para a teoria da ruptura revolucionária”

Felipe Correa/ITHA

Palestra: “Bakunin e o dualismo organizacional: a Aliança e a Internacional

Grupos de Discussão

 

 

Mesa 3 – 13:30-16:30h

Autonomias e insurgências camponesas e Indígenas na América Latina: do zapatismo às “democracias comunitárias”

Arturo Lomeli, Palestra: “É possível uma sociedade sem Estado? Experiências autônomas nos povos indígenas de Chiapas, (Universidade Intercultural de Chiapas, México)

Kathia Zamora (Universidade San Francisco Xavier de Chuquisaca, Bolívia) Palestra: “A justiça comunitária na gestão do Autogoverno Indígena-Originário-Campesino Autônomo na Bolivia”

Lindomar Terena (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil-APIB) Palestra: “Conselhos e Organizações indígenas: um rumo para a autonomia?”

 

Vídeoconferência 2 : 17-18:30h

“Da periferia: anarquismo e sindicalismo revolucionário no mundo colonial e pós-colonial do século XX”  Lucien van der Walt (Professor da Universidades de Rhodes, África do Sul) 

 

Mesa 4 – 19-21 h

 

Eurocentrismo, racismo e questão agrária: contradições dos movimentos sociais e sindicalismo no Brasil e África

 

Marcelo Rosa (UnB) : Palestra: “Desafios de uma sociologia política da vida rural na África do Sul Contemporânea” 

Rômulo Castro (UFRRJ e CEFET), Palestra: “Industrialismo e Agrarismo: eurocentrismo na política da CUT e a crítica coletivista

“Rubão”, Federação dos Empregados Rurais de São Paulo-FERAESP, Palestra: “Racismo e identidade de classe no campo”

 

 

02/07

Grupos de Discussão – 9/12h e 13-16h

 

Mesa 5 – 17h-20:00h

Violência do Estado, gênero e Insurgências dos povos: os casos de Ayotzinapa e Kobane

DAF – Ação Revolucionária Anarquista-Turquia

Comitê de Resistência Classista – México

 

GD 1 – Crise do Estado, movimentos sociais e infrapolítica

Hector Alimonda (UFRRJ) Mário Ney Rodrigues Salvador (Doutorando CPDA-UFRRJ)

 

A crise do Estado e a crise dos movimentos sociais põem ser consideradas como partes de um mesmo processo histórico? Entendendo que a recente crise do capitalismo é perpassada pour diferentes crises dos movimentos sociais (burocratização, integração sistêmica e etc.), o objetivo do presente grupo de discussão é discutir formas marginais e informais de ação e organização dos movimentos sociais, conflitos latentes e formas cotidianas de resistências em múltiplos domínios, tais como lutas ambientais, identitárias, organização nos locais de trabalho e produção, movimentos no campo na cidade. Entendendo que os movimentos sociais não são apenas estruturas formais, mas manifestações de diferentes tipos de ação coletivas, pretendemos analisar a infrapolítica, ou seja, as formas de ação que não são consideradas como “políticas” pelas visões hegemônicas, mas podem ser consideradas como um tipo de política subjacente, expressa por diferentes tipos de tática de resistência, como a violência, a sabotagem, a dissimulação, o discurso oculto e etc.

 

GD 2 – Educação e Revolução

Ana Luíza Costa (USP) e Luiz Felipe Bon (Colégio Pedro II)

 

No contexto da atual crise do Estado, da crise econômica por que passa o capitalismo neoliberal e ciclo de insurgências a elas relacionado, em análise no presente Seminário, a pergunta que orientará este Grupo de Discussão é: qual o papel da educação do ponto de vista do pensamento revolucionário? Ela seria secundária frente a organização para a luta econômica e política? Esta questão se desdobra em uma segunda: de que educação falamos? A forma escolar moderna, aqui, não nos limita, ainda que a luta pela escola e dentro da escola deva ser travada para que esta sirva ao povo. O campo do pensamento educacional, marcadamente nos países periféricos é um espaço profícuo para o desenvolvimento desses “saberes e práticas subalternos”. Se podemos pensar que, uma das características da educação na modernidade tem sido seu projeto de construção do “homem novo” e da “sociedade nova” (ainda que daí derive o poderoso mito do poder transformador da educação e que na prática os sistemas educacionais sirvam à reprodução social) temos um campo de conhecimento vocacionado não à tomada de estruturas de poder corroídas, mas à construção do inédito. M. Bakunin, em seus escritos sobre A Instrução Integral (Jornal L’Egalité) demonstra que não se faz revolução sem a destruição da antiga ordem social e econômica e dos poderes estabelecidos, entretanto, o impulso de construção não é menos importante. Mostra também que, mesmo sendo a prioridade das classes trabalhadoras a emancipação econômica, se houver a manutenção da diferença de acesso à instrução após a revolução, se recriarão as desigualdades de poder. Eis que a construção no novo começa antes mesmo da destruição da ordem vigente. Como afirmava Amílcar Cabral, líder da luta de libertação de Guiné-Bissau: “a revolução é um fato cultural e um fator de cultura”. A luta é, em si mesma, pedagógica.  Nesse sentido, temos no Brasil e em países da América Latina e África, uma história de saberes insurgentes em educação. Desde as iniciativas educacionais promovidas por associações de trabalhadores no século retrasado, passando pelos movimentos de educação e cultura popular na segunda metade do século XX, a presença constante da alfabetização nas lutas de libertação nacional, as lutas sindicais dos profissionais da educação, em suma, a estreita relação entre educação e os diferentes movimentos sociais de caráter popular. Todos os grupos que disputaram projetos políticos de sociedade, historicamente, nunca abriram mão de formular seus projetos educacionais. Mais do que uma ou outra teoria pedagógica, tomada em registro de ideia redentora da sociedade e dos indivíduos, pretendemos discutir experiências educacionais anti-hegemônicas e formas de saber subalternos .

GD 3 – Gênero, Etnicidade e Luta de Classes

Coordenadoras: Patrícia Pinheiro (Doutoranda CPDA-UFRRJ) e Caroline Bordalo (CEFET-RJ)

As reconfigurações das identidades étnico-raciais e de gênero assumem dinâmicas singulares na contemporaneidade, relacionadas a contextos históricos específicos. Para diferentes grupos sociais, categorias identitárias se consolidam como pertinentes para a ação social e passam a ser politicamente relevantes, formando e estimulando diferentes mobilizações coletivas. Diante disso, esse grupo de trabalho se propõe a debater ações e iniciativas que relacionam gênero, etnicidade e a luta de classes, acolhendo trabalhos que tenham como cerne reflexões e questionamentos oriundos de diversas áreas do conhecimento sobre movimentos sociais, teorias e práticas de luta e resistência que geram e sustentam os processos políticos de gênero e etnicidade tanto nos contextos locais quanto nos processos transnacionais.

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2 respostas para Programação

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