Sobre o Núcleo

O Núcleo de Estudos do Poder  (NEP) se propõe a desenvolver uma abordagem crítica e multidimensional das diferentes formas de poder, entendendo a dialética dominação-resistência como constitutiva das relações e formações sociais. Dominação e resistência como conceitos são no domínio epistemológico e sociológico a expressão da perspectiva de que a luta e o conflito devem ser entendidos como os processos gerativos da história. É da dialética entre dominação e resistência que surgem e se transformam as formas de organização social e estruturas políticas. O NEP parte do pressuposto de que as ciências sociais possuem uma dimensão axiológica, na qual se orienta pela crítica das formas de dominação e uma dimensão e “praxiológica”, na qual concebe a articulação com diferentes formas de ação e políticas de associações e movimentos sociais. Por isso o NEP se propõe a destacar o protagonismo dos grupos e categorias subalternas nos processos históricos, refletindo isso numa estratégia crítica da escrita da história e analise sociológica.

Visamos promover a análise da política como dialética (centralização-descentralização e dominação-resistência) problematizando a origem e o papel do Estado. A política é entendida num sentido amplo, de ações que visam modificar as relações de poder nas estruturas sociais e não somente como atividade direcionada ao Estado. Consideramos a política das instituições e organizações “não-políticas” como campo de problematização. Consideramos o Território e o Estado como noções estratégicas para pensar a articulação das formas de exercício do poder e de materialização das formas de resistência. Nesse sentido, o estudo dos processos de centralização-descentralização político-territorial são estratégicos, bem como de concentração de poder.

Também investigamos sistemas econômicos em geral, o desenvolvimento capitalista e suas contradições (natureza-sociedade, relação campo-cidade, indústria-agricultura, classes sociais, imperialismo). Uma dimensão chave é o estudo da propriedade e da tendência monopolista, os movimentos expropriatórios na sua dimensão econômica e jurídica bem como o processo de exploração do trabalho. Consideramos que o trabalho é não somente uma dimensão ontológica constitutiva das sociedades mas objeto e sujeito central de uma luta pela apropriação de si mesmo, especialmente na sociedade capitalista.A análise da economia visa desenvolver a perspectiva de que as relações de produção e forças produtivas não somente foram determinantes para a evolução da experiência da classe trabalhadora, mas como o desenvolvimento das forças coletivas (os modelos de sindicalismo, as formas de luta e resistência e experiência política dos trabalhadores) foram também determinantes para a configuração da economia-mundo e funcionamento das cadeias mercantis, de maneira que é impossível conhecer plenamente os processos econômicos sem levar em consideração esse fator.  Dessa maneira, tentamos destacar o papel das relações de produção no campo e na cidade, das forças produtivas, das forças coletivas (expressas em associações e organizações) na configuração das estruturas econômicas e sua relação com a economia-mundo capitalista, especialmente a interação antagônica e o balanceamento forças entre esses fatores. Toma como objeto a economia-mundo e sistema interestatal, estrutura e conflito de classes, conflitos nacionais, relações de dependência, imperialismo e super-exploração; formas de governo, política e relações de dominação-resistência. autonomias, regimes e processos autonomicos .

 

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